
Entrevista - Após muitos desafios para conseguir uma bolsa de estudo, Fábio de Souza, hoje esta no terceiro ano de Bacharelado em Artes Plásticas, vamos saber um pouco mais desta conquista.
Papo de Atelier com Fábio Souza ex - aluno da Carmim Escola que hoje cursa Bacharelado em Artes Plásticas na Faculdade Santa Marcelina
CARMIM - Quando entrou na faculdade?
FÁBIO SOUZA - Entrei na faculdade no ano de 2008, por volta do mês de fevereiro.
C-Porque quis fazer uma faculdade de artes mesmo sabendo dos desafios do mercado de trabalho?
FS - Eu sempre tive uma admiração pelas artes, tinha um habito de observar e sonhava um dia de fazer igual, mas isso foi além do admirar e desde então nunca parei de correr atrás de meus sonhos e ao entrar em contato com o Projeto Carmim, as coisas passaram a ganhar forma, pude ter o privilégio em fazer um curso de Artes e através do profissionalismo e amor dos educadores e diretores, tive um acompanhamento bastante intimista assim como outros alunos tiveram e aproveitaram cada um ao seu modo.
No meu caso escolhi dar continuidade ao aprendizado e em fazer uma faculdade de Artes Plásticas, visando suprir minhas necessidades enquanto um artista que ao meu ver deve estar num aprendizado constante. Além disso, acredito que como artista posso unir artes plásticas e atuar junto a outras linguagens,no meu caso a Cenografia mais precisamente a pintura de arte e adereços,onde venho atuando até a presente momento em teatros,desfile de moda como Fashion Week, e eventos...tendo condições de oportunidade de trabalho e geração de renda. Acho que uma coisa leva a outra, o curso da Carmim é direcionado a educação complementar com a arte, mas se soubermos aproveitar a oportunidade com certeza teremos oportunidades de trabalho e renda.
Bom nunca vou esquecer que foi graças a todas orientações e vivências que aprendi” na Carmim que pude conhecer esta área integradas com outras mais que conversa diretamente com as artes plásticas, onde venho a cada dia conquistando meu espaço dentro do mercado de trabalho.
C - Como esta sendo para vc estar cursando um curso superior?
FS- Esta sendo satisfatório, partido de que, desde o primeiro dia que iniciei até hoje, terceiro ano, estou enfrentando desafios e conquistas que esta sendo positivo para meu crescimento como jovem e profissional.
C- Quais as bases que a Carmim te possibilitou em termos de conteúdo e aprendizagem? Elas estão te auxiliando na faculdade?
FS - Sem dúvida alguma posso dizer que foram basicamente todas, pelo fato de reconhecer que não tive uma educação boa o bastante na escola pública e na Carmim pude fazer uma certa reciclagem do que tinha aprendido e o que faltava para aprender, como questões relacionadas a Cidadania, , História com História da arte, Português, projetos e por fim as Artes, linguagem esta acredito eu que serve como alimento e incrementar tantas outras.
O que pode traduzir concretamente isso é o boletim, apresentando em sua maioria notas acima da média, o que me deixa muito feliz.
C- O que a Carmim transformou em você com a arte?
FS - Meu presente e meu futuro, isso foi o que mudou em minha vida! Não sei o que estaria fazendo hoje se não fosse a arte na minha vida, sou satisfeito pelo o que faço, faço com amor e esse amor é refletido na minha casa, na minha família, meus amigos, trabalho, faculdade e no dia a dia. E pensar que tem muita gente que acha que arte não serve pra nada e não transforma !!!!
Quais são suas metas daqui para frente?
FS- Pretendo dar continuidade a minha produção plástica, tentando aos poucos entrar no circuito das artes e paralelo a isso, mergulhar no campo da Cenografia na qual pretendo ser um bom Cenógrafo ou Diretor de Arte. Sei cada vez mais que é isso que quero, pois cheguei a dar aulas para outros jovens sobre cenografia na Carmim e ali, tudo foi ficando mais forte.
C - Como as pessoas de uma faculdade particular veem um jovem provindo de uma comunidade e de uma ONG?
FS - Acredito que muitos enxergam com bons olhos, pois sabem que se existe um jovem com um perfil oposto, de baixa renda e privilégio limitados é porque ai tem talento e força de vontade e não foi o dinheiro que fez ingressá – lo e permanecer na instituição.
Hoje como aluno de uma faculdade de arte, o que senti e percebi destas instituições em relação ao trabalho das ongs?
FS- No caso da Faculdade Santa Marcelina, sinto que há uma inclusão e uma atenção especial,mas isso varia muito de educador e de diretor, uns aproveitam da missão das ong´s para tirarem proveitos pessoais, outros divulgam o trabalho das ongs como uma boa referencia tentando ao máximo multiplicar a missão e incentivando os alunos a participarem desde setor.